sábado, 26 de junho de 2010

Perspectiva (2010)


Autor: Richard Gonçalves André. Perspectivas.

Lá está: o pequeno "alienígena" no universo microscópico de sua casa. De longe, quase imperceptível. De perto, uma pequena criatura assustadora no seio do lar. Mas a perspectiva poderia ser facilmente invertida: quem são os gigantes que andam por aí, preocupados com questões como quem são, de onde vêm e pra onde vão? E que, diga-se de passagem, acham-se os donos de todo o universo? Dão nomes às coisas, grandes e pequenas, como se toda a criação girasse em torno de si (segundo a metáfora da mosca de Nietzsche). Estranheza é sempre questão de perspectiva, perspectiva, aliás, de quem não se acha estranho.

Pensadores (2010)



Autor: Richard Gonçalves André. Pensadores.

Do Manifesto às tirinhas, uma associação nem tão estranha...

sábado, 5 de junho de 2010

Perfil da Gata (2010)


Autor: Richard Gonçalves André.

Quem já tentou tirar fotos de cachorros? Animais bonitos e divertidos (como quem está por trás das lentes, excetuando-se a parte do "bonitos" e "divertidos"), mas, nas imagens, são sempre borrões surreais. Ninguém pode culpar as câmeras ou fotógrafos: eles simplesmente não param se se mexer. Em contrapartida, gatos... sim, gatos. Animais bonitos e nem sempre tão divertidos, mas que foram feitos pra posar. Poderiam ser representados por meio de daguerreótipos, passar minutos em frente à câmera, e mesmo assim nunca seriam borrões surreais. O "perfil da gata", com o perdão do título ambíguo e bobo, foi tirado com câmera de celular no sofá da casa da mãe, num fim de semana preguiçoso.

Rabiscos e Crítica


















Mafalda: alguns "rabiscos" de Quino e uma fina crítica.

domingo, 9 de maio de 2010

Da Necrópole à Metrópole (2009)



Autor: Richard Gonçalves André. Acho que sou um fotógrafo de cemitérios, mas enfim... Trata-se do Jardim da Saudade, situado na periferia de Londrina. Embora a imagem em questão não chame tanto a atenção a princípio, há um jogo subjacente de composição de motivos. Em primeiro plano, verifica-se parte do Jardim da Saudade. A estrada, por sua vez, parece levar à cidade em segundo plano, num caminho da necrópole à metrópole. Ou seria o contrário? Como diria ironicamente o escritor brasileiro Lima Barreto, “O Emílio Alvim faz anos hoje. É coisa curiosa que festejemos esse avanço para o túmulo”.

domingo, 2 de maio de 2010

Céu e Terra (2009)



Autor: Richard Gonçalves André. Repito as palavras de Vovelle: cemitérios são "florestas de signos". Mais uma foto tirada no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Aliás, entrar no lugar em questão é vivenciar outra temporalidade, congelada bem meio à grande São Paulo. Lá fora, os arranha-céus e as avenidas enormes. Lá dentro, a estatuária barroca chorando copiosamente sobre os túmulos a dor da perda. A foto em questão, penso eu, enfatiza os contrastes entre a necrópole e a metrópole.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A moments glimpse of the outer world



Autor: Lewis Hine. O fotógrafo e sociólogo norte-americano Lewis Hine utilizava não apenas a "pena", mas também as lentes da objetiva como instrumento de crítica social. Na imagem, parte de um numeroso repertório fotográfico questionando o trabalho infantil, Hine "capta" um momento de distração de uma criança trabalhadora de fábrica de onze anos.